15 de maio de 2026

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Partido Novo explica doação milionária após ataque de Eduardo Bolsonaro

Política Doação 14/05/2026 16:31 Fernando Keller e Nícolas Robert jovempan.com.br

O partido Novo de Minas Gerais se defendeu após Eduardo Bolsonaro divulgar que Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, doou R$ 1 milhão para a sigla em 2022. O Novo afirma que, na época, as ilegalidades do banco ainda não eram conhecidas, e que defende as investigações. A briga expõe um desgaste entre a direita, com direito a críticas entre Zema e os filhos de Bolsonaro.

O partido Novo de Minas Gerais disse que defende as investigações sobre o Banco Master, em nota divulgada nesta quinta-feira (14). A nota é uma resposta ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que divulgou uma doação feita ao partido por Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, e preso durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero.

Segundo o partido, quando a doação foi feita, em 2022, as ilegalidades do Banco Master ainda eram desconhecidas. O texto ainda diz que, desde que o caso veio à tona, o Novo tem criticado e atuado na investigação dos escândalos do Master.

  • A doação de R$ 1 milhão foi feita em 2022, antes dos escândalos do Banco Master virem à tona.
  • O pai do dono do banco foi preso nesta quinta-feira (14) pela Polícia Federal.
  • Eduardo Bolsonaro usou a doação para criticar o ex-governador Romeu Zema.
  • Zema havia criticado o senador Flávio Bolsonaro por negociar com o empresário.
  • A briga mostra um racha entre políticos da direita, antes aliados.

A nota diz que as investigações relativas ao banco possuem gravidade e relevância pública, e por isso defendem as apurações dos órgãos competentes.

A sigla afirma que considera fundamental a instalação imediata da CPI do Banco Master, e que nunca escondeu a origem de suas doações, tampouco condiciona sua atuação política aos interesses de milhares de doadores.

O que dizem os envolvidos

Eduardo utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira para confrontar o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro compartilhou uma foto de prestação de contas que indica uma doação de R$ 1 milhão feita por Henrique Vorcaro ao diretório do partido Novo, sigla do ex-líder do Executivo estadual de Minas Gerais.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o pagamento de Henrique Vorcaro aconteceu no dia 4 de agosto de 2022 e foi feito diretamente para o diretório do partido, e não para Zema especificamente.

O pai do dono do Master foi preso nesta quinta-feira durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, da PF. Ele é acusado de ligação a grupos violentos e o responsável por operar o fluxo financeiro de um esquema ilegal, denominado como A Turma.

Em seu perfil no X (antigo Twitter), Eduardo Bolsonaro ironizou o ex-governador: Isso aqui seria, nas suas palavras, fazer a mesma coisa que o PT, Zema.

Desgaste na direita

A resposta de Eduardo Bolsonaro ocorreu em uma postagem de Zema na quarta-feira (13), em que o ex-governador e pré-candidato criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL) pela divulgação de áudios, por meio do site The Intercept Brasil, que mostram o parlamentar negociando financiamento privado com Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

O ex-governador de Minas Gerais classificou a conduta de Flávio como imperdoável e afirmou que a prática seria um tapa na cara dos brasileiros de bem. Zema acrescentou que não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa.

Após a fala de Zema, tanto Eduardo quanto o vereador Carlos Bolsonaro (PL) reagiram e saíram em defesa de Flávio. Eduardo acusou Zema de fazer acusações sem fundamentos sem ouvir o outro lado e ironizou o fato de o governador mineiro já ter sido cotado como potencial vice em chapas ligadas aos Bolsonaro. Carlos Bolsonaro, por sua vez, afirmou que Zema estaria passando de todos os limites.

A Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Henrique Vorcaro, investiga um suposto esquema criminoso que envolve corrupção, lavagem de dinheiro, ameaças a autoridades e a obtenção de informações sigilosas. A defesa do empresário afirmou que a medida é desnecessária e que demonstrará a licitude das movimentações financeiras.